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quinta-feira, 1 de maio de 2008

Tomilho?


Um dia desses, meu caro amigo Eric entrou no blog e fez comentários positivos e tudo mais. Só que ele não aprovou a receita de molho barbecue presente no subtítulo, aí em cima. Nesse caso, eu tive que ceder. Realmente a receita estava errada, a original tão utilizada nas farras gastronômicas é a do site de Olivier Anquier, e agora figura sob este glorioso título.

No entanto, eu e Erinaldo concordamos que a receita anterior (que eu não lembro de onde tirei) não tem nada de mal, mas incluía um tal de tomilho. E a gente nunca viu um tomilho pra vender, o que complica um bocado o sucesso da receita. Ele é tão esquisito que nem o corretor ortográfico do Firefox sabe o que é. Aí eu fui pesquisar o que diabos seria tomilho, além de ser um matinho florido que Jamie Oliver coloca até na pipoca das crianças.

O tomilho é isso aí em cima. Pelo que eu pesquisei, é utilizado como alternativa ao manjericão e em conjunto com alho e salsa pra temperar carnes.

O barbecue da receita acima é uma delícia, por sinal. Dá pra comer com tudo, a gente já fez com churrasco, hamburger, salsicha alemã e até na pizza eu já botei. Caso queiram testar em casa, eis as quantidades:
• Pimenta-do-reino (moída na hora) a gosto
• 80g de açúcar mascavo
• 2 dentes de alho espremidos
• 80g de mostarda amarela (tipo americana)
• 80ml de molho inglês
• 150ml de molho de tomate (peneirado)

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Asfiral

Sexta-feira, Bar do Neno, Parnamirim. Eu chego e avisto o típico quadro-negro com a sugestão do dia: Espiral de cordeiro, li. Não vou negar que fiquei curioso. Como eles fizeram uma espiral de cordeiro? Acho que vou pedir isso

(...)

Eu: Vê, e essa espiral de cordeiro aí?
Abel (não o Braga, o garçom): Aspiral?
E: Isso, que seja. Como é esse negócio?
A: É tipo umas sacicinha, pequenininha assim, que vêm enrolada né. Tipo um cordãozinho. Aí é aspiral. Tem apimentada e sem ser apimentada. Vai querer?
E: Vou, vai. Apimentada, por favor.
A: Ok.

(...)

- Apimentada acabou, pode ser sem ser apimentada?
- Pode, pode.

(...)

(...)

- Ô, meu querido. Cadê minha espiral?
- Aspiral?
- Isso, ela mesma.
- Tá saindo, tá saindo.

(...)

Chega outro garçom, mais novo e com uma posição mais baixa na hierarquia com um prato na mão. Põe o prato sobre a mesa. Então, tenho a seguinte imagem à minha frente:



Depois de uma pequena pausa pra todo mundo fazer cara de espanto, rir e ficar em silêncio, o que durou uma média de uns 4 segundos, eu puxo o jovem garçom de volta e pergunto, desconcertado:

- Vem cá, vê.. assim... Qual é o nome desse prato?
- Asfiral.
- (risos). Beleza. Ok.

Este prato me custou 10 reais. Talvez seja a vida me ensinando a nunca pedir a sugestão do dia. Na certa é a comida que tá mais próxima de perder a validade e tão querendo renovar logo o estoque. Tanto que nem da apimentada tinha mais. Não duvido que o meu pacote de sacicinha tenha sido o último, e por isso tenha perdido sua geometria espiral original. E agora eu estou convencido de que estávamos errados o quadro e eu: espiral não, asfiral.

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Pingo de ouro


Eis que eu entro na padaria procurando uma guloseima nova e, curiosamente, encontro. O nome é "pingo de ouro", mas com certeza deve ser dessas coisas que tem um nome diferente em cada cidade e/ou década.

Ele é mais ou menos do tamanho de um brigadeiro pequeno, se fosse um pouquinho menor seria melhor de comer um de vez, sem ter que morder e se sujar. Mas esse tamanho limítrofe é bom, que desafia, cria uma certa tensão. Tem uma consistência quase de palmier, mas é mais macio. E rola um açucarzinho de confeiteiro por fora, toda uma delicadeza.

Bom que só, recomendo. Comprei naquela padaria (ou seria delicatessen?) Engenho Casa Forte, junto da Praça de Casa Forte. Até barato, R$16,90 o quilo.