Engraçada essa tabela do Last.fm aí ao lado. Ela tá mostrando o que mais escutei na semana passada, e como foi meu computador 'botando' som no meu aniversário terça, basicamente o que tem aí é o que tocou na festa. E todas as bandas começam com A, B, ou C! Que onda.
Amy, Cardigans, Andrew, Beatles, Arctic, Cibelle, Beulah.
terça-feira, 6 de maio de 2008
quinta-feira, 1 de maio de 2008
Tomilho?

Um dia desses, meu caro amigo Eric entrou no blog e fez comentários positivos e tudo mais. Só que ele não aprovou a receita de molho barbecue presente no subtítulo, aí em cima. Nesse caso, eu tive que ceder. Realmente a receita estava errada, a original tão utilizada nas farras gastronômicas é a do site de Olivier Anquier, e agora figura sob este glorioso título.
No entanto, eu e Erinaldo concordamos que a receita anterior (que eu não lembro de onde tirei) não tem nada de mal, mas incluía um tal de tomilho. E a gente nunca viu um tomilho pra vender, o que complica um bocado o sucesso da receita. Ele é tão esquisito que nem o corretor ortográfico do Firefox sabe o que é. Aí eu fui pesquisar o que diabos seria tomilho, além de ser um matinho florido que Jamie Oliver coloca até na pipoca das crianças.
O tomilho é isso aí em cima. Pelo que eu pesquisei, é utilizado como alternativa ao manjericão e em conjunto com alho e salsa pra temperar carnes.
O barbecue da receita acima é uma delícia, por sinal. Dá pra comer com tudo, a gente já fez com churrasco, hamburger, salsicha alemã e até na pizza eu já botei. Caso queiram testar em casa, eis as quantidades:
• Pimenta-do-reino (moída na hora) a gosto
• 80g de açúcar mascavo
• 2 dentes de alho espremidos
• 80g de mostarda amarela (tipo americana)
• 80ml de molho inglês
• 150ml de molho de tomate (peneirado)
terça-feira, 29 de abril de 2008
29/4: Dia Internacional da Dança
Segundo a Wikipedia, hoje, 29 de abril, é o Dia Internacional da Dança. A data foi criada em 1982 e comemora o aniversário de Jean-Georges Noverre (1727-1810), o criador do balé moderno. Até hoje, eu pensava que essa data representava apenas o meu aniversário, de Andre Agassi, de Dedé Santana, de Luiza (prima do gordo) e da minha irmã gêmea separada na maternidade, Carina.
Só cheguei em casa às 13h depois de sair cedo pra resolver as coisas da festinha levs que vai rolar aqui em casa e me surpreendi que só tinha 2 scraps a mais no Orkut. Simone, amiga da minha mãe há muito tempo, e Sara, filha dela e minha primeira namorada (18 anos atrás, quando eu tinha 5 anos e ela tinha 3).
Ano passado a essa altura do dia eu já tinha recebido mais de 100 "sinceros parabéns". Acho que gostei de descobrir que meu aniversário simplesmente não está aparecendo no perfil, e não aparece na lista de aniversários da galera.
Foi bom, acho que vou começar um movimento em prol da ligação de parabéns, eu mesmo mantenho uma agenda atualizada listando os aniversários dos entes queridos. Sei, por exemplo, que o próximo é o de Erinaldo, no primeiro de maio e que o último foi o de Natasha, dia 11 de abril. Se bem que teve o de Carol também, dia 23.
Enfim, eu dou o maior valor ao desejo de parabéns, e nunca parabenizei a ninguém pelo Orkut, a não ser as pessoas que sabem que eu não precisei descobrir a data no dia de manhã.
23 anos nem é muita coisa, mas já é um belo caminho andado, hein? O mais legal é que todo mundo acha que eu sou mais velho, nada como um leve adiantamento na escola pra se ter amigos mais velhos que distorcerão sua idade pro resto da vida.
Só cheguei em casa às 13h depois de sair cedo pra resolver as coisas da festinha levs que vai rolar aqui em casa e me surpreendi que só tinha 2 scraps a mais no Orkut. Simone, amiga da minha mãe há muito tempo, e Sara, filha dela e minha primeira namorada (18 anos atrás, quando eu tinha 5 anos e ela tinha 3).
Ano passado a essa altura do dia eu já tinha recebido mais de 100 "sinceros parabéns". Acho que gostei de descobrir que meu aniversário simplesmente não está aparecendo no perfil, e não aparece na lista de aniversários da galera.
Foi bom, acho que vou começar um movimento em prol da ligação de parabéns, eu mesmo mantenho uma agenda atualizada listando os aniversários dos entes queridos. Sei, por exemplo, que o próximo é o de Erinaldo, no primeiro de maio e que o último foi o de Natasha, dia 11 de abril. Se bem que teve o de Carol também, dia 23.
Enfim, eu dou o maior valor ao desejo de parabéns, e nunca parabenizei a ninguém pelo Orkut, a não ser as pessoas que sabem que eu não precisei descobrir a data no dia de manhã.
23 anos nem é muita coisa, mas já é um belo caminho andado, hein? O mais legal é que todo mundo acha que eu sou mais velho, nada como um leve adiantamento na escola pra se ter amigos mais velhos que distorcerão sua idade pro resto da vida.
segunda-feira, 28 de abril de 2008
Asfiral
Sexta-feira, Bar do Neno, Parnamirim. Eu chego e avisto o típico quadro-negro com a sugestão do dia: Espiral de cordeiro, li. Não vou negar que fiquei curioso. Como eles fizeram uma espiral de cordeiro? Acho que vou pedir isso
(...)
Eu: Vê, e essa espiral de cordeiro aí?
Abel (não o Braga, o garçom): Aspiral?
E: Isso, que seja. Como é esse negócio?
A: É tipo umas sacicinha, pequenininha assim, que vêm enrolada né. Tipo um cordãozinho. Aí é aspiral. Tem apimentada e sem ser apimentada. Vai querer?
E: Vou, vai. Apimentada, por favor.
A: Ok.
(...)
- Apimentada acabou, pode ser sem ser apimentada?
- Pode, pode.
(...)
(...)
- Ô, meu querido. Cadê minha espiral?
- Aspiral?
- Isso, ela mesma.
- Tá saindo, tá saindo.
(...)
Chega outro garçom, mais novo e com uma posição mais baixa na hierarquia com um prato na mão. Põe o prato sobre a mesa. Então, tenho a seguinte imagem à minha frente:

Depois de uma pequena pausa pra todo mundo fazer cara de espanto, rir e ficar em silêncio, o que durou uma média de uns 4 segundos, eu puxo o jovem garçom de volta e pergunto, desconcertado:
- Vem cá, vê.. assim... Qual é o nome desse prato?
- Asfiral.
- (risos). Beleza. Ok.
Este prato me custou 10 reais. Talvez seja a vida me ensinando a nunca pedir a sugestão do dia. Na certa é a comida que tá mais próxima de perder a validade e tão querendo renovar logo o estoque. Tanto que nem da apimentada tinha mais. Não duvido que o meu pacote de sacicinha tenha sido o último, e por isso tenha perdido sua geometria espiral original. E agora eu estou convencido de que estávamos errados o quadro e eu: espiral não, asfiral.
(...)
Eu: Vê, e essa espiral de cordeiro aí?
Abel (não o Braga, o garçom): Aspiral?
E: Isso, que seja. Como é esse negócio?
A: É tipo umas sacicinha, pequenininha assim, que vêm enrolada né. Tipo um cordãozinho. Aí é aspiral. Tem apimentada e sem ser apimentada. Vai querer?
E: Vou, vai. Apimentada, por favor.
A: Ok.
(...)
- Apimentada acabou, pode ser sem ser apimentada?
- Pode, pode.
(...)
(...)
- Ô, meu querido. Cadê minha espiral?
- Aspiral?
- Isso, ela mesma.
- Tá saindo, tá saindo.
(...)
Chega outro garçom, mais novo e com uma posição mais baixa na hierarquia com um prato na mão. Põe o prato sobre a mesa. Então, tenho a seguinte imagem à minha frente:

Depois de uma pequena pausa pra todo mundo fazer cara de espanto, rir e ficar em silêncio, o que durou uma média de uns 4 segundos, eu puxo o jovem garçom de volta e pergunto, desconcertado:
- Vem cá, vê.. assim... Qual é o nome desse prato?
- Asfiral.
- (risos). Beleza. Ok.
Este prato me custou 10 reais. Talvez seja a vida me ensinando a nunca pedir a sugestão do dia. Na certa é a comida que tá mais próxima de perder a validade e tão querendo renovar logo o estoque. Tanto que nem da apimentada tinha mais. Não duvido que o meu pacote de sacicinha tenha sido o último, e por isso tenha perdido sua geometria espiral original. E agora eu estou convencido de que estávamos errados o quadro e eu: espiral não, asfiral.
domingo, 27 de abril de 2008
Recife, cidade-parasita
Esse texto foi escrito em março de 2006, não lembro exatamente com que finalidade. Agora tenho a oportunidade de finalmente publicá-lo, apesar de o assunto não fazer mais parte do meu dia-a-dia e de a cidade ter passado a oferecer (poucas) opções a mais de diversão noturna, descrowdeando alguns lugares legais.
Recife, cidade-parasita
Bastou um amigo passar alguns meses no Rio para, quando voltar, dar o veredicto: Recife só tem parasita. Claro que não somos a única cidade que sofre do fenômeno, mas por sermos a maior cidade pequena do mundo, os sintomas são ainda mais graves. Como cheguei a essa conclusão? Fácil.
Bar Garraffus, bairro de Casa Amarela. Logo ali atrás do Sítio da Trindade, na frente do Colégio Apoio. O bar é um terraço aberto, serve cerveja gelada e quase sempre tem uma banda legal tocando no palquinho. Eis que o pessoal de uma banda do cenário alternativo recifense resolve fazer um projeto paralelo, só tocando composições de Chico Buarque. Fecharam com o dono do bar: toda quinta eles tocariam lá. Couvert artístico de 3 reais por pessoa e todo mundo sai bem.
O que você acharia se eu dissesse que na terceira apresentação, a rua estaria lotada com um monte de gente pineapple*, carros com o porta-malas aberto vomitando qualquer porcaria sonora pra rua, barracas alternativas ao bar lotando as calçadas... Ai, se Chico fica sabendo disso.
Se eu tivesse um filho playboy, dificilmente imaginaria que ele ia se meter numa confusão dessas pra ouvir uma banda tocando Chico Buarque. Mas é que a cidade tem tão pouca oferta e tanta demanda que o pessoal se vê obrigado a ir parasitar onde tem muita gente e é de graça! Além de ser perto de casa, claro. Pena que boa parte deles nem sabe o que tá tocando lá dentro, tem um cara colocando poperô no som do carro, virado pro lado dos amigos dele...
E quem se incomoda com isso? Até aí tudo bem. A banda adora, porque o show lota e eles ficam conhecidos. O pessoal (parasita) também adora, porque agora tem como encontrar os amigos num lugar tranqüilo e com música boa tocando de fundo.
Problema é quando o bar “não consegue mais” ter controle de quantos couverts vai cobrar, e a banda fica sem receber. Quando o pessoal que vai pra ver a banda acaba não tendo onde parar o carro, graças ao engarrafamento de pessoas e carros de mão. Quando consegue pegar uma mesa no bar, os amigos parasitas pedem cerveja na sua conta, mas não pagam o couvert. E a conversa? De tão alta, faz a banda de 4 integrantes soar como um radinho de pilha.
Porém, devemos admitir: os parasitas de Recife não são culpados. Eles são frutos de uma cidade carente de programação de qualidade pra todos. A pessoa acaba tendo que ir pra lugar de gente alternativa, tudo em nome da noite agitada. Mesmo sabendo que, se chover, não cabe todo mundo dentro do bar.
*pineapple: sabe quando, no curso de inglês, você tá estudando vocabulário? Digamos que você está aprendendo o tema “furniture”. Aí no livro tem um desenho de um ambiente, com um monte de coisa pra você identificar o que não faz parte daquele conjunto. Table, chair, desk, sofa... quando, de repente, tem um abacaxi num canto. É aí que você percebe que aprendeu, e circula o abacaxi, gritando “Pineapple! Pineapple!”. Entendeu?
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